Docente do Campus Cidade de Goiás apresenta trabalho no X ENEBIO & X EREBIO Nordeste
Apresentada pela Dra. Járder de Castro, a pesquisa é resultado de uma experiência pedagógica na LEDOC
Entre os dias 24 e 27 de agosto, João Pessoa (PB) sediou o X Encontro Nacional de Ensino de Biologia (ENEBIO) em conjunto com o X Encontro Regional de Ensino de Biologia -Nordeste. Considerado o maior evento científico da área na América Latina, a conferência é promovida bienalmente pela Associação Brasileira de Ensino de Biologia (SBEnBio), reunindo pesquisadores e estudantes de todo o país.
O evento contou com a participação da docente da Unidade Acadêmica Especial de Ciências Humanas do Campus Cidade de Goiás, Dra. Járder de Castro, que apresentou o trabalho "Tecendo memórias bioculturais indígenas no Cerrado: um estudo de caso sobre etnociências e educação patrimonial na Licenciatura em Educação do Campo", na modalidade de pesquisa acadêmica no eixo de "Ensino de Ciências e Biologia, questões socioambientais e de saúde".
De acordo com a pesquisadora, a investigação baseou-se na experiência pedagógica da disciplina “Saberes e Fazeres de Povos do Cerrado”, ministrada na Licenciatura em Educação do Campo (LEdoC). Segundo Jáder, a turma de primeiro período era composta majoritariamente por estudantes indígenas dos povos Xerente, Xavante, Karajá e Javaé, e as atividades foram realizadas durante o Tempo Universidade, etapa da organização em alternância típica da Educação do Campo.
A professora explica que a proposta partiu da premissa de que o Cerrado não deve ser abordado apenas pela perspectiva da taxonomia escolar ou da ecologia acadêmica. Conforme aponta a pesquisadora, para os povos indígenas o Cerrado constitui um território de vida, memória, ancestralidade e saberes que precisam ser valorizados para combater os processos históricos de apagamento nos currículos de formação docente.
Por fim, a Dra. Járder de Castro destaca que a pesquisa consiste em um estudo de caso qualitativo fundamentado no conceito de memória biocultural (de Víctor Toledo e Narciso Barrera-Bassols), além de referenciais da etnobiologia e da educação decolonial. Segundo a autora, o percurso metodológico integrou rodas de conversa, ilustrações etnocientíficas, mapas falantes (cartografias afetivas) e narrativas autoetnográficas.
A participação da pesquisadora no evento incentiva a troca de conhecimentos e mostra o compromisso da comunidade acadêmica em inserir o campus em discussões nacionais. Essa integração é fundamental para fortalecer a pesquisa e o ensino, pilares essenciais da universidade pública.





