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Docente da UFG publica artigo em periódico internacional Trees, Forests and People sobre o papel dos terreiros de candomblé na resiliência climática urbana

Estudo realizado em parceria com a UnB, a UFBA e a NUS investigou o Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, em Salvador (BA)

O professor Dr. Thiago Montenegro Góes, da Universidade Federal de Goiás (UFG), desenvolveu uma pesquisa em parceria com pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Universidade Nacional de Singapura (NUS). O estudo, intitulado Shading Salvador: Afro-Brazilian Sacred Groves (Terreiros) as Climate Resilience Infrastructure, foi publicado na revista científica internacional Trees, Forests and People, da editora Elsevier, por autoria de Caio Frederico e Silva, Thiago Montenegro Góes, Lucídio Gomes Avelino Filho, Vilma Patricia Santana Silva e Gareth Doherty.

A Trees, Forests and People é um periódico científico internacional da editora Elsevier especializado na interface entre florestas, arborização urbana e sistemas socioecológicos. A revista está classificada no estrato A2 do Qualis/CAPES no quadriênio 2021–2024, destacando-se pela publicação de pesquisas interdisciplinares sobre serviços ecossistêmicos, conservação ambiental e resiliência climática.

O artigo desenvolvido pelo docente destaca a importância dos terreiros de candomblé como espaços de preservação da paisagem cultural e de resiliência climática urbana. O estudo investigou o Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, situado em Salvador (BA), demonstrando como a preservação da vegetação associada às tradições afro-brasileiras contribui para a formação de ilhas de frescor em áreas densamente urbanizadas. 

A pesquisa combinou sensoriamento remoto, análise da cobertura vegetal e simulações microclimáticas com o software ENVI-met, comparando a situação atual do terreiro com um cenário hipotético de urbanização e supressão da vegetação. Os resultados indicaram diferenças de até 1,5 °C no índice de conforto térmico (UTCI), evidenciando a contribuição da vegetação para a redução do estresse térmico, inclusive em áreas do entorno.

O trabalho reforça que a proteção do patrimônio cultural afro-brasileiro também representa uma estratégia de adaptação às mudanças climáticas, aproximando preservação cultural, sustentabilidade urbana e justiça climática.

 

Serviço:

Artigo disponível em: ScienceDirect