Discente do curso de Arquitetura e Urbanismo apresenta pesquisa sobre projeto-padrão de escola no XXI Encontro Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído
Estudo avaliou o desempenho térmico da envoltória de escola no contexto da Cidade de Goiás e propôs diretrizes bioclimáticas para os ambientes de aprendizagem
A discente Lara Estefany Cordeiro Gonçalves, do curso de Arquitetura e Urbanismo do Campus Cidade de Goiás da Universidade Federal de Goiás (UFG) e bolsista de Iniciação Científica (IC/CNPq), participou do XXI Encontro Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído (ENTAC 2026), realizado em Goiânia entre os dias 14 e 16 de outubro de 2026. Na ocasião, a graduanda apresentou o trabalho intitulado "Aplicação do método INI-C para diagnósticos e diretrizes de projeto-padrão de escola no centro-oeste", sob orientação do professor Dr. Thiago Montenegro Góes.
Realizado no âmbito da Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído (ANTAC), o ENTAC é considerado o principal evento técnico-científico brasileiro na área da Tecnologia do Ambiente Construído. O encontro reúne representantes da comunidade acadêmica e de instituições e empresas públicas e privadas para debater a produção científica e tecnológica nacional voltada à qualidade e à sustentabilidade das edificações.
A pesquisa apresentada pela estudante durante o evento aborda a problemática do uso de projetos-padrão de escolas no Brasil, uma prática que ignora as especificidades climáticas locais e pode resultar em edificações com baixo desempenho térmico, afetando o conforto ambiental, o ensino e a aprendizagem. O objetivo do estudo foi analisar o desempenho térmico da envoltória do projeto-padrão da Secretaria de Estado da Educação (SEDUC) no contexto climático da Cidade de Goiás-GO. Para a avaliação, a metodologia empregou o método prescritivo da INI-C de desempenho térmico da envoltória por meio da ferramenta Natural Comfort (INI-C).
Os resultados indicaram que o projeto-padrão apresenta 85% das horas anuais em situação de desconforto térmico por calor. Em contrapartida, a alteração do tipo de cobertura, a aplicação de pintura em tonalidades claras e a substituição por vidros com menor fator solar podem reduzir as horas de desconforto térmico em até 26%. Diante disso, o estudo recomenda a utilização de projetos-base adaptáveis, nos quais elementos como envoltória, cobertura, aberturas e cores sejam ajustados às condições bioclimáticas locais. A proposta busca promover o conforto térmico, a eficiência energética e a melhoria da qualidade dos ambientes de aprendizagem.




